Os campos nativos da região serrana tiveram sempre o conceito da vocação natural para exploração de pecuária de corte em regime extensivo. Com excelentes campos nativos, porém com baixa lotação de 0,30 a 0,40 cabeças por hectare e com limitada capacidade de uso do sólo de 20 a 35% de área agricultável em função da topografia acidentada e do afloramento de rochas. Mas felizmente esta visão mudou e para melhor.

Pecuária nos campos de Lages.

Com o crescente aumento da procura por áreas para agricultura, alguns produtores Lageanos e principalmente gaúchos, viram na Coxilha Rica este potencial para agricultura mesmo com as limitações descritas.

Com o advento da implantação de duas unidades de cooperativas (silos) e mais o acesso concluído de 26 km de asfalto, a região vem se transformando.


Para o pecuarista que arrenda para lavouras, recebe em média 10 a 12 sc/há de soja, ou seja, em torno de R$1.100,00 por hectare, mais a pastagem anual de inverno que é usada durante aproximadamente 100 dias, proporcionando um ganho de peso vivo animal de 200kg/há/ano, no valor de R$1.100,00/há/ano.

Resumindo estamos falando de um rendimento para o proprietário de R$2.200,00/há/ano, o que é bastante significativo na atividade.

Em consequência das razões expostas e da lei da oferta e procura, as áreas rurais da região vem valorizando consideravelmente.